Biohacking: os “ciborgues” que fizeram história bem antes de Elon Musk

Biohacking: os “ciborgues” que fizeram história bem antes de Elon Musk

Desde que Neuralink conseguiu aprovação para realizar experimentos com humanos, Elon Musk tem usado o X (ex-e-eterno Twitter) para se gabar em como a empresa dele está “revolucionando o mundo” e fazendo aquilo que “nunca ninguém fez”. Mas, assim como em muitas das opiniões que ele expõe na rede social que comprou, Musk está errado.

Apesar de, teoricamente, ter conseguido avanços incríveis na área (o teoricamente aqui é usado porque esses avanços foram publicados apenas na rede social de Musk, e não em revistas científicas sérias onde os resultados são avaliados e revisados), a Neuralink não é a primeira empresa a conseguir efetuar com sucesso a “fusão” entre homem e máquina, e traremos aqui alguns exemplos de “ciborgues” que existem há algum tempo.

Precursores da Neuralink

Um desses “ciborgues” é Keith Thomas, um homem de 45 anos que, em 2020, ficou tetraplégico após um acidente de mergulho. Depois de passar por uma cirurgia de 15h, para a instalação de eletrodos em partes específicas do cérebro, Keith conseguiu não apenas voltar a movimentar a mão e os braços, mas até mesmo voltou a sentir estímulos e toques na pele. De acordo com um dos bioengenheiros que liderou o projeto, Thomas se tornou o primeiro ser humano do mundo a receber um “bypass neural duplo” – ou seja, alguém que tem uma peça de tecnologia capaz de conectar o cérebro com a medula e o resto do corpo.

Outro caso importantíssimo na história da biotecnologia aconteceu mais de uma década antes de Thomas, com a paciente Jan Scheuermann. Com o corpo todo paralizado do pescoço pra baixo, Jan recebeu diversos implantes cerebrais em 2012, que a permitiram movimentar e controlar um braço mecânico com a mesma destreza com que movia seu braço biológico antes de ser diagnosticada com degeneração espinocerebelar.

Outro caso incrível é o de James Johnson, que ficou tetraplégico após um acidente de carro em 2017. Após uma cirurgia que implantou diversos nodos de interface no cérebro, ele consegue controlar um mouse e teclado virtuais de um computador com a mente. O tempo de resposta e a precisão são tamanhas que ele consegue não apenas fazer atividades complexas como a edição de fotos no Photoshop, mas até mesmo jogar videogames.

Exemplo brasileiro

E, claro, não podemos esquecer do brasileiro que já estava nesta área muito antes de Musk enxergar o potencial dela. O cientistas Miguel Nicolelis é o chefe de uma equipe que conseguiu um feito incrível: fazer com que um paraplégico desse o chute inicial em uma Copa do Mundo.

O caso aconteceu em 2014, na Copa do Mundo do Brasil. Juliano Pìnto, na época com 29 anos, sofria de paraplegia completa do tronco e membros inferiores, e utilizando um exoesqueleto desenvolvido pela equipe de Nicolelis ele conseguiu dar o chute inicial daquela Copa. Infelizmente, o chute aconteceu fora de campo devido à preocupação da FIFA sobre como o peso do equipamento poderia afetar o gramado, mas o momento ficou eternizado para a história mesmo assim.

Com informações de Época e G1

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